INÍCIO /// OPINIÃO
 
 
 
 
 
6º artigo - O Escuta protege as plantas e os animais
Artigo publicado a 2015-12-11 /// 1183 visualizações
 
A Lei do Escuteiro no pensamento de Baden-Powell: 6º artigo
Carlos Alberto Pereira, antigo Chefe Nacional, debruça-se sobre os artigos que compõem a Lei do Escuteiro
Depois do 1.º,2.º,3.º, 4.º e 5.º artigos de reflexão sobre a Lei do Escuta, apresentamos o sexto artigo da Lei, a partir da explicação que o próprio Baden-Powell apresentou aos caminheiros, no livro que lhes dedicou: A Caminho do Triunfo, editado pela primeira vez em 1922.

6º artigo - O Escuta protege as plantas e os animais

«Hás-de reconhecer a solidariedade com os outros seres que Deus criou e, como tu, foram colocados no mundo para gozarem por algum tempo o prazer da existência. Maltratar um animal é, pois, contrariar o Criador. O Caminheiro há-de ser magnânimo.»

Sendo a vida ao ar livre o espaço educativo, por excelência do Escutismo, é natural que a preocupação com a Natureza, estivesse inscrita neste código de valores para serem colocados em ação comportamental, através da sua vivência, permitindo desenvolver uma vertente da educação ambiental para a valorização do património natural, da fauna e da flora, dos diversos ecossistemas e da relação do ser humano com todo este sistema complexo, mas sensível e vital.

Lembremos a Carta Pastoral: “Responsabilidade solidária pelo bem comum”, da Conferência Episcopal Portuguesa, de 15 de setembro de 2003, onde os bispos de Portugal afirmam que «O meio ambiente é um dos bens comuns essenciais à vida da humanidade, é uma condição absolutamente necessária para a vida social. A consciência ecológica é uma conquista progressivamente adquirida pela sociedade humana» e lembram que «o ambiente situa-se na lógica da recepção. É um empréstimo que cada geração recebe e deve transmitir à geração seguinte». O próprio Papa Francisco acolhe esta ideia na sua encíclica Laudato Si’, para consolidar “o princípio de bem comum” e o conceito de “uma ecologia integral” e concluir que «já não se pode falar de desenvolvimento sustentável sem uma solidariedade intergeneracional. Quando pensamos na situação em que se deixa o planeta às gerações futuras».

Texto de: Carlos Alberto Pereira. Fotografia de: Direitos Reservados.
 
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