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Catarina Marcelino, Secretária de estado da Cidadania.
Artigo publicado a 2017-01-20 /// 695 visualizações
 
Confederação do Voluntariado celebra 10 anos
Secretária de estado da Cidadania, Catarina Marcelino marcou presença na sessão comemorativa.
A Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) celebrou ontem os seus dez anos de existência numa sessão que contou com a presença da Secretária de estado da Cidadania, Catarina Marcelino, que se mostrou muito satisfeita por estar na cerimónia, considerando o seu próprio passado pessoal de voluntariado. A secretária de estado deixou um apelo para que o governo se possa «sentar à mesa com todas as organizações» para «começar a construir os alicerces de um voluntariado dinâmico e adaptado aos novos tempos».

Considerando que «chegou a altura de rever a atual Lei do Voluntariado, que é antiga», Catarina Marcelino considera que há áreas da sociedade onde o voluntariado pode ser mais desenvolvido. «A área ambiental deveria ser mais explorada, tem um potencial imenso, como vemos pelo exemplo dos escuteiros. A área cultural também, há experiências extraordinárias no Palácio da Ajuda, no CCB, em Serralves, que acontecem porque pessoas que vêm de fora trazem essas ideias, mas precisam de ser consolidadas para não estarem isoladas», sustentou.

A secretária de estado abordou igualmente o problema da falta de profissionalismo de alguns dirigentes de instituições, que as gerem «como se fosse a sua casa, embora cheios de boa vontade, e há muitos pelo país que o fazem». «As pessoas não têm de ser profissionais, mas as direções têm de ter algum profissionalismo», criticou.

«Neguem-se a trabalhos voluntários que ocupem postos de trabalho»
Eugénio da Fonseca, presidente da CPV, também falou na cerimónia, para elogiar o trabalho já desenvolvido durante estes dez anos, mas também para deixar algumas críticas, desde logo a quem «apoiou a criação da CPV, mas sabe-se lá porquê nunca se associaram». Falando para os representantes das associações de voluntariado membros da CPV, Eugénio da Fonseca pediu que os voluntários «coloquem todo o protagonismo no resultado das vossas ações e não em vocês próprios», um apelo repetido duas vezes durante o seu discurso, ao mesmo tempo que apelava a que os voluntários se «neguem a fazer trabalhos que impliquem substituir postos de trabalho».

O presidente da CPV elogiou a «profícua relação com o governo e o ministro Vieira da Silva» e pediu às organizações que falem do bem que fazem, para mostrarem que «o bem também cativa audiências».

O Presidente da República enviou também uma mensagem para assinalar este aniversário. Marcelo revelou «gratidão e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido por todas as 33 organizações de voluntariado e promotoras de voluntariado que a Confederação congrega», e deixou o apelo para que a CPV «honre a experiência que saúdo, no sentido de salvaguardar direitos e interesses de todos os voluntários portugueses».

A presidente do Centro Europeu do Voluntariado (CEV), organismo da qual a CPV faz parte da direção através do representante do CNE, o chefe João Teixeira, que assume funções de vice-presidente, Cristina Rigman, elogiou estes dez anos de CPV, dizendo que a confederação é «um exemplo brilhante de como uma abordagem ascendente para desenvolver a infraestrutura de voluntariado é sustentável, apesar dos tempos economicamente difíceis», principalmente porque não tem «financiamento governamental estável».

Esta responsável deixou ainda o apelo para que este ano de 2017, em que se celebram os 10 anos da CPV e os 25 anos do CEV possa ver «a continuação da nossa caminhada comum para uma Europa justa e equitativa onde os voluntários desempenham as suas funções com o apoio, reconhecimento e respeito que merecem».

Texto e Fotografia de: Ricardo Perna.
 
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