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O sentimento e sentido de serviço é comum a todos.
Artigo publicado a 2017-06-21 /// 50656 visualizações
 
«Estão lá para servir sem esperar qualquer recompensa...»
Relato na primeira pessoa de quem esteve nos locais onde escuteiros estão a dar o precioso apoio de retaguarda a bombeiros e população.
São discretos, alegres, atenciosos e sobretudo muito atentos ao que se passa à sua volta. Não gostam muito que lhes tirem fotos ou façam perguntas. Estão lá para servir sem esperar qualquer recompensa, e o brilho nos seus olhos mostra que o simples facto de serem úteis num momento tão difícil é tudo o que lhes basta.

Desde o último sábado, cerca de 60 escuteiros das Regiões de Coimbra e Portalegre/Castelo Branco estão organizados em Equipas de Apoio de Retaguarda do Departamento de Proteção Civil e Segurança do CNE, em turnos que cobrem 24h/dia.

Fazem de tudo um pouco: descarregam material, servem refeições, preparam kits de refeição, vão distribuir águas e mantimentos aos bombeiros no terreno, apoiam na evacuação das populações, separam roupas e acautelam o bem-estar de bombeiros e todas as outras entidades que se encontram no teatro de operações.

Beatriz, Pioneira do agrupamento 1193, de Pedrógão Grande está no quartel desde a primeira hora. Confessa-nos que é complicado, mas sabe que todos ali estão da melhor vontade “porque temos de ajudar todos”. Com um sorriso emocionado, afirma ainda que “normalmente só vemos pessoas adultas a ajudar e nós jovens, é muito bom estarmos aqui e é muito importante a ajuda de todos. É muito importante para mim e para os meus amigos, que somos daqui e sabemos tudo o que acontece”.

Também o dirigente Rui Proença é residente em Pedrógão Grande. Membro do Departamento Nacional de Proteção e Segurança do CNE, é ele que lidera as equipas desta operação, e não tem descanso desde a tarde de sábado. Ainda assim, o sorriso raramente lhe desaparece do rosto, e a energia com que vai organizando o decorrer dos trabalhos parece inesgotável. O sentimento e sentido de serviço é comum a todos.

Teresa Tomás, dirigente no 1363, Chão de Couce, e que participa pela primeira vez neste género de operações afirma “era impossível não vir. Neste momento que é difícil para tantos, o podermos contribuir com o mínimo que seja, é ótimo, sentimo-nos bem”. E com estas palavras regressa para junto de uma viatura acabada de chegar carregada de mantimentos e que necessita de ser descarregada.

O Presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Carlos David, é perentório ao relatar a sua experiência de há longos anos ao serviço da corporação, e em que desde há muito conta com o CNE: “contamos sempre com a ajuda dos escuteiros, quando eu dou por eles, já estão à minha volta a trabalhar comigo. Não há palavras, os meus agradecimentos sinceros, bem hajam do fundo do coração. O meu muito, muito obrigado”.

Texto e fotografia de: Sofia Fernandes.
 
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