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As chegadas!
Artigo publicado a 2017-07-30 /// 208 visualizações
 
O primeiro abraço ao Acanac
Idanha-a-Nova é novamente a capital portuguesa do escutismo, ao ser o palco do 23º Acampamento Nacional (Acanac).
Até ao dia 6 de agosto, o Campo Nacional de Atividades Escutistas (CNAE) será a casa de 21.534 escuteiros, entre os quais se encontram, também, as várias equipas de staff. À semelhança das edições anteriores do Acanac, os participantes não são apenas portugueses. O CNAE receberá igualmente escuteiros de Espanha, França, Irlanda, Reino Unido, Suécia, Luxemburgo, São Tomé e Príncipe e Israel.

O dia de hoje será marcado pelo check-in, carregamentos de material, lanches, montagens e preparações para os próximos dias em campo. Alguns escuteiros contam-nos o que esperam desta atividade e de que forma se prepararam para ela. Rodrigo Pinto, caminheiro no Agrupamento 415 – Santa Maria da Graça, tem expectativas elevadas. “Já vim em 2007 e 2012 e como é a minha última atividade como caminheiro, as expectativas estão sempre lá em cima.” Garante ainda que houve empenho na preparação da sua tribo. “Fizemos alguns raides, fizemos um raide recentemente de alguns quilómetros, mais do que o raide que vamos fazer aqui, por isso acho que estamos preparados, é mais a situação do calor, mas nada que não se faça”, garante-nos.

Por outro lado, António, caminheiro no Agrupamento 802 Vagos, vem ao Acanac pela primeira vez e não sabe muito bem com o que contar ainda. “Não faço a mínima ideia das atividades que vou fazer, para além do raide e das atividades náuticas, por isso não tenho expectativas, estou mesmo à espera de surpresas. Foi uma preparação atribulada, porque as informações vão surgindo. Temos de fazer sempre coisas, preparar o material, houve várias alterações ao longo do tempo”, refere. Já a Sara, lobita do Agrupamento 582 – Moscavide, espera que o seu primeiro Acanac “seja fixe”, garantindo que a preparação com o seu bando foi completa. “Fizemos muita coisa, preparámos cartazes, preparámos uma folha com as coisas para fazermos, fizemos alguns desenhos”, conta, antes de nos fazer uma confissão. “Se não estivesse aqui, estava na casa de férias da minha avó e estaria na piscina, mas aqui é melhor”, diz-nos a sorrir.

A Leonor, exploradora do Agrupamento 605 – Carvalhais, espera que o Acanac seja uma atividade “divertida e inesquecível”, afirmando que, se aqui não estivesse, “estaria em casa da avó, a brincar ou a trabalhar na quinta”. Por fim, Guilherme Fernandes, pioneiro do Agrupamento 1107, encara o Acanac como uma experiência que vai ser muito positiva. “As minhas expectativas para este Acanac são boas, sinto que vai ser uma atividade de 7 dias em que vamos pôr as nossas habilidades escutistas à prova e penso que nos vamos divertir bastante em todos os dias”, afirma.

Esta manhã, no Santuário de Nossa Senhora do Almortão, iniciou-se o check-in às 8h que se prolongará até às 23h, para voltar a ser efetuado amanhã a partir das 9h. Cada chefe de contingente é responsável pelo check-in dos seus elementos e, após o realizar, recebe uma caixa onde está identificado o seu agrupamento e o número de escuteiros, que contém um guia de campo, pulseiras de participante, informação sobre logística e bem-estar, horário de campo e cartões de compras de refeições. Concluído o registo dos agrupamentos, estes dirigem-se para o CNAE, que ganha ainda mais vida e agitação com as montagens de campo e construções.

Até dia 6, muito será o tempo para pôr à prova tudo o que prepararam, quer em atividades náuticas, raids, tendas temáticas, jogos culturais e espaços onde todos possam conviver, divertir-se e viver grandes momentos desta atividade.

Texto de:Bruna Coelho. Fotografia de: Gonçalo Vieira.
 
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