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Quais serão as 10 equipas do dia a obter o tão desejado globo de mérito pelos Uaus recolhidos?
Artigo publicado a 2017-08-03 /// 87 visualizações
 
Raide noturno em busca de Uaus
Enquanto os restantes subcampos se dividiram pelo Akuar, Radikar e Xhamar, foi a vez do subcampo Ar ser desafiado a partir para raide ainda de madrugada.
Ana Terra, a personagem do imaginário do Acanac 2017 que representa as preocupações ambientais, regressou do futuro e, observando o estado atual do planeta terra, mostrou-se preocupada. “Parece que não estamos a fazer o suficiente no presente para acautelar o futuro”. Assim, a missão que lançou aos Pioneiros e Marinheiros foi a de recolher informação valiosa sobre o funcionamento do nosso planeta, em especial no que concerne à forma como, no nosso dia-a-dia, contribuímos para a sua degradação.

“Sei que a missão não vai ser fácil, mas conto com a vossa determinação para não desistirdes perante as dificuldades, com a vossa inteligência para definirdes a estratégia mais correta e com a vossa boa disposição e companheirismo para incentivardes os que vos rodeiam”, reforça Ana Terra antes da saída.

Às 4h da manhã, a Sra. do Almortão foi o ponto de partida do Trylhar – o Trylho para a Sustentabilidade. As instruções da Ana Terra foram emitidas e cada equipa começou logo a pôr em prática os seus conhecimentos de orientação na marcação de azimutes e coordenadas em Carta Militar. De seguida, chega a hora de tomar decisões: definir estrategicamente o caminho a percorrer de acordo com os postos pelos quais, em conjunto, decidiram passar…

Fazer um caminho mais curto em detrimento dos Uaus (pontos atribuídos pela Ana Terra) obtidos? Ou dar o melhor da equipa e definir o percurso mais perspicaz para passar nos locais que proporcionam mais Uaus? Como mencionaram os vários dirigentes que transmitiram a mensagem da Ana Terra: “Este não é apenas um jogo de força e resistência. É um jogo de estratégia e inteligência!”

Como será que foi feito o registo da passagem das equipas pelos postos?
Sendo INOVAR o mote da 3.ª secção neste Acanac, as equipas levavam consigo um SICARD – um aparelho eletrónico que está diretamente ligado à central de recolha de dados de Ana Terra e que os elementos têm de inserir no ponto de controlo aguardando pelo sinal sonoro e luminoso. Assim, é automaticamente registada a recolha da informação e passagem de cada equipa pelos postos.

A equipa Charlie Chaplin do Agrupamento 143 de S. Mamede de Infesta optou por planear bem o percurso a realizar antes de se lançarem à estrada. No caminho, procuraram seguir o trajeto traçado anteriormente em vez de acompanhar a corrente de Pioneiros que se via e se fazia ouvir por todo o lado.

A caminhar em direção ao amanhecer, a equipa decidiu ainda revezar-se para gerir melhor o tempo e o cansaço dos elementos. João Soares, o “batedor” da equipa, corria muitas vezes para picar os postos fora de caminho, voltando rapidamente para passar o conhecimento adquirido aos restantes membros. Ficaram surpreendidos com a informação obtida logo no primeiro ponto: são necessários 15.500 litros de água para produzir um quilograma de carne de vaca!

Nos quatro postos dinâmicos, dirigentes propunham jogos e desafios aos que por lá passavam, sempre em busca da resposta a um problema ambiental: Que percentagem representam os transportes no consumo de energia em Portugal? Quantas árvores consegues evitar que sejam abatidas com a reciclagem de uma tonelada de papel? Se diminuíres o tempo do teu duche em 5 minutos, quantos litros de água pouparás por ano?

À medida que trilhavam os quilómetros e que o sol começava a aquecer, a equipa teve oportunidade de conversar, de se apoiar mutuamente, de relembrar momentos bons e maus já passados em conjunto, de cumprimentar outras equipas com que se cruzavam. Ao parar para lanchar, sentiram ainda o desafio do racionamento da comida e da necessidade de uma boa gestão de tempo para conseguirem alcançar os Uaus desejados.

A Igreja de Nossa Senhora do Loreto marcava o fim de pista deste raide de orientação. Ao chegar, Pioneiros e Marinheiros transpareciam o cansaço da caminhada e simultaneamente o contentamento gerado pelo alcançar da meta pretendida.

Além da aprendizagem e consciencialização ambiental, o Trylhar mostrou-se uma oportunidade para as equipas conviverem de muito perto com a natureza e desenvolveram outro tipo de capacidades como a gestão de equipa, a liderança, a gestão de esforço e a capacidade de observação.

Quais serão as 10 equipas do dia a obter o tão desejado globo de mérito pelos Uaus recolhidos?

Texto de: Ana Mano. Fotografia de: João Matos.
 
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