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Muitos dos escuteiros participantes nas cerimónias pertenciam à IVª Secção
Artigo publicado a 2010-05-17 /// 1269 visualizações
 
Cerca de 150 mil pessoas nos Aliados
Cerca 150 mil pessoas estiveram presentes nas cerimónias religiosas que decorrem no Porto, presididas pelo Santo Padre, onde a cor vermelho dominou a Missa, não só nas vestes mas também no altar.
O altar, de 39 por 12 metros, instalado na Praça General Humberto Delgado, em frente ao edifício da Câmara Municipal, edifício que serviu de sacristia e estrutura de apoio. Para receber Bento XVI esteve um coro de 83 crianças a cantar, o mesmo grupo que em Abril esteve no Paço Episcopal a cantar os parabéns ao Cardeal Joseph Ratzinger pelo 83º aniversário.

A homilia da missa nos Aliados, a terceira celebrada por Bento XVI na sua viagem de quatro dias a Portugal, integrou-se na dinâmica da «Missão 2010» que a Diocese do Porto está a viver, deixando o apelo à missão «chamados a servir a humanidade do nosso tempo».
O papa dirigiu-se aos milhares de fiéis presentes e questionou-os directamente: «se não fordes vós as suas testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar?».
«O cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo. Esta é a missão inadiável de cada comunidade eclesial: receber Deus e oferecer ao mundo Cristo ressuscitado, para que todas as situações de definhamento e morte se transformem em ocasiões de crescimento e vida», sublinhou Bento XVI.

Falando para uma Avenida dos Aliados repleta que não desmobilizou apesar da chuva que se fazia sentir, Bento XVI realçou que as expectativas do mundo e o Evangelho se cruzam na «irrecusável missão» que compete aos cristãos. Mas esta certeza «não dispensa de ir ao encontro dos outros», recordou. Lembrou ainda que actualmente nada pode ser tomado como certo ou seguro e que o campo da missão não se restringe «segundo considerações geográficas».
«Hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos e está pronta a dialogar com culturas e religiões diversas», acrescentou.

A missão é necessária também «nos âmbitos socio-culturais e sobretudo nos corações que são os principais destinatários da actividade missionária», concluiu.
Na despedida, o Papa agradeceu a todos os que "cooperaram de diversos modos para a preparação e realização" da sua visita e deixou uma palavra especial aos estudantes universitários que marcaram presença na Missa, confiando-os à Virgem Maria.

Texto: Susana Micaela Santos /// Fotografia: Manuel Joaquim
 
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